Sim,

March 5, 2008 · Leave a Comment

o que eu sei, o que me sossega, é que, ao acordares, o mundo se te oferece em vida e a vida te acontece no rasto de perfume com que as amendoeiras em flor impregnam o vento. E quando, no imprevisto dos dias e dos lugares, me calha sentir, nessa calma que sobra ao entardecer, a breve fragrância a giesta fresca e a restolho lavrado eu sei que estás aqui, acompanhando-me o olhar para lá das encostas irregulares da aldeia, para lá da rudeza das fragas e do xisto que maltrata a terra, para lá de tudo e para dentro de mim.

Sei-te feliz nestes instantes de Primavera e por isso, em mim, quase acontece a paz.

Categories: heart and soul

Getting started

March 5, 2008 · Leave a Comment

Desconstruir. Separar as peças, os capítulos, as palavras, as letras, o espaço vazio que delas, nelas, sobra. Reconstruir. Não ter medo. Revisitar as cenas, as emoções, o vazio, o grito, a mordaça, a terra, a noite. Não esquecer e esquecer tudo. Guardar o quase nada de cada ínfimo pormenor. Olhar. Não mais afastar o olhar. Nunca afastar o olhar. Construir.

Categories: alegoria da caverna