Não sei porque ainda me espanta a mediocridade. Se conseguindo, muitas vezes, sentir-lhe o cheiro na cauda do vento e se a ela assisto no quotidiano pejado dos tentáculos da tacanhez, não entendo porque ainda se me revolvem as entranhas quando, da boca das mesmas personagens, saem as alarvidades do costume.
Na verdade, talvez já não me espante. Talvez o espanto tenha dado lugar ao susto. Ao medo. Ao receio oculto, não escutado, de que, por força do hábito, também em mim se instale o medíocre e eu acabe por não ser melhor do que me rodeia.
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ana // May 7, 2008 at 1:44 pm |
acredita que sinto o mesmo- o susto,o medo e a angústia em perceber-me a baixar os braços.