Sem ti não tem piada, já sabes. Falta-me o teu trautear desta canção pela casa fora, ao meu ouvido, sem aviso, no instante de um sorriso, na calma de um momento banal, normal, na ponte entre o antes e o depois.
Sem ti já não há agora. Apenas a espera. O mundo que se condensa numa gota de silêncio, que gira, ainda assim; mas onde já não me basto nem sozinha me construo.
As produções cá de casa, feitas com o que há à mão e muita paciência, que isto de se achar que as máquinas têm sempre razão… não é bem assim… ou é… pois é. Se é. Podia estar melhor… mas não está mau…
E ali os vizinhos merecem uma visita virtual e real. Vá pelos seus dedos. Vale a pena.
Por isso desfolho as palavras e lanço as letras sobre o teu corpo; um alfabeto em desordem, sem pátria. São micro-narrativas do meu desejo, interjeições desconcertadas e desconcertantes da tua química em mim. Moldam-se ao teu suor, como tatuagens, dissolvendo na tua pele a tabela periódica do que sou.