
Falas em Turcas e burcas e olha…

Falas em Turcas e burcas e olha…
Categories: my one and only
Tagged: funphotobox

Grafitti na estação de metro de Carolina Michaelis, no Porto.
Nenhuma intenção havia na captação destas (e outras) imagens para além da de experimentar isto. Mas no fim e em jeito de ponto de bainha, assim para o tosco e a desenrascar, juntei algumas e acrescentei-lhe um minuto de música. Gosto do início (até ao segundo 42), não vou mentir. Lá para o meio a coisa descambou e a promessa do que poderia ter sido gorou-se.
Faltou o poema.
Categories: artes
Há que admitir, de uma vez por todas, que a família, tal como a conhecemos, está a mudar. Já mudou. E, ou muito me engano, ou mal nenhum veio ao mundo por isso.
Categories: dos dias
Tagged: courage campaign, don't divorce us
Dido, the singer, lançou o repto aos quatro ventos e do mundo veio-lhe a resposta. Onze realizadores, com base no documentário, usaram as músicas do seu novo álbum para produzirem os vídeo-clips do mesmo. Deixo aqui a contribuição de Cristiana Miranda, a Portuguesa radicada em Londres, que rejeitou a proposta de filmar Inglaterra e deu um salto a Portugal para documentamusicar Nazaré.
Mais vídeos podem ser vistos aqui. Gosto particularmente do Indiano.
O português reminds me of Arrufada…
Categories: artes
Tagged: cristiana miranda, dido, nazaré

Livros, traças e ISBN.
Qual é o código de uma vida?
Categories: alegoria da caverna
Tagged: isbn

Os minutos, os segundos e todo o tempo do mundo, imenso, que se estende entre o acordar e o dormir. Os meus gestos, ausentes, mecânicos, em rotina, perdidos. O meu olhar, procurando, insistindo, tentando ver. Há sol e há luz. Há ar. E som. E cor. Mas tão pouca substância. As palavras são gralhas, erros, falhas gramaticais que impedem a comunicação. Falam, entendo, mas já nada tem significado. Acuso o cansaço de milhares de horas em vão. Do vocabulário, articulado, resta a desarticulação; a meada sem fio, novelo, engelhado, atrito.
Horas e horas e minutos, segundos e todo o tempo do mundo, imenso, que se estende entre o acordar e o dormir. Já me mudei há muito tempo, já cá não estou. Existo nos reflexos, em superfícies espelhadas, na borda da sombra que se escapa nas esquinas, no rasto sem rasto do pó mudado de sítio. Já cá não estou. Há muito que me fui embora.
Categories: alegoria da caverna
O melhor do Prós e Contras de hoje sobre o Casamento Homossexual foi mesmo a Fátima Campos Ferreira a dizer, depois de a insubordinada plateia irromper em palmas aprovando determinada prelecção: “Tché! Calados!”. Esta mulher num cargo de poder e este País ia longe…! À tarrrrrde!
Mas, ironias à parte, os preconceitos não devem ser lei e a igualdade, desculpem lá, não corrompe a liberdade. Amai-vos uns aos outros e metei-vos na vossa vida.
A ignorância é tão feia…
Categories: dos dias
Tagged: casamento homossexual

Saio à rua e sinto no ar este cheiro a flores que, por momentos, no delicioso segundo de uma ilusão, me transporta para a rua de uma aldeia, junto a uma casa com quintal sobre o horizonte colorido repleto de amendoeiras em flor.
Não viro as costas porque sei que vais lá estar, oferecendo, em silêncio, tréguas aos meus sonhos. Não me importo que me visites, sabes que não, mas, de vez em quando, será que nos podemos ver nesse tempo de antes?
Categories: heart and soul
Tagged: primavera, spring

Tenho inveja do Mar do Norte, que acolhe o teu olhar e saudades do teu aconchego. Mas estás em mim, como uma segunda pele, que me protege do que nos dias é feroz e me ultrapassa, quase atropelando.
Meu amor, meu amor. É breve. Não tarda. O meu olhar em seguro abandono na maré do teu corpo.
Categories: my one and only
Tagged: my valentine

Não será do mundo que, por nós, se transforma para lá das janelas e cortinas numa amálgama de ideias, sensações e novos sentidos e significados que mais sentirei falta. Também, sim, e muita, porque me transformo à medida que vejo as coisas à luz de outros olhos; mas no quieto amordaçado desta casa sinto falta, já, das simples manifestações da tua presença e da colecção infinita de pequenas coisas a que, em nós, me habituei e que, como num puzzle, me completam e fazem sentir mais eu.
Categories: my one and only
Tagged: retalhos