Entries from June 2009

Star dust

June 25, 2009 · Leave a Comment

Corre, Michael, corre!

 

 

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Ingredientes da confecção da vida

June 21, 2009 · 2 Comments

Ainda não sei se gosto do som destes senhores. Para já gosto desta música e, sobretudo, do tom poético-decadente do videoclip. Os Franz Ferdinand apareceram-me sob a forma de livro e acho que, quando o comprei, nada tinha ouvido sobre eles e nada tinha ouvido deles.
O livro também é atípico. Reúne uma colecção de crónicas gastronómicas escritas pelo vocalista da banda – Alex Kapranos – para o Guardian. A tourné mundial que efectuaram foi a toalha de mesa sobre a qual assimilou – e provou – a experiência para tal.

Comprei o livro porque isto de nos apaixonarmos por uma pessoa que tem jeito para a cozinha e em cuja companhia uma simples refeição é toda uma experiência de amor e partilha, acirrou a minha curiosidade para o que fica para além do prato sobre a mesa. E descobri um mundo novo. Feito de história, de emoções e paixão. De sonhos que se constroem e de experiências que se proporcionam. Às vezes nem é tanto o que se come mas o ambiente em redor da comida aquilo que mais importa e que, mais tarde, se recorda e recomenda. Tenho aprendido algumas coisas nesta minha saga pelo que os outros escrevem sobre a comida mas tenho, acima de tudo, aprendido a respeitar todo o trabalho que antecede o chegar do prato à mesa. Nunca tinha ligado muito a isso e agora é uma coisa que, sim, faz parte de mim. Eis o que o amor nos acrescenta. E isto é apenas uma pequena parte. [Beijo imenso para ti, amor].

Quanto às crónicas de Alex Kapranos… são engraçadas. Falam de sítios no mundo a que nunca fui e de comidas que nunca provei e de modos de viver que desconheço. Fala também de sonhos, os dele, e de como os desvios que teve de tomar e os atalhos por onde escorregou nunca o impediram de ver o “mais longe” e de, no fim, o terem tornado mais forte.

Quanto à música… ainda estou a decidir.

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Know it by heart and don’t want to

June 20, 2009 · 1 Comment

Quero outras paisagens.

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Rewind

June 18, 2009 · 1 Comment

Faço o percurso ao contrário. Os livros que, de há um mês a esta parte, fazem parte do meu quotidiano – numa cacofonia de palavras e visões do mundo – regressam agora a casa.

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Salvem as baleias

June 17, 2009 · 4 Comments

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E no último dia da Feira…

June 17, 2009 · 1 Comment

…os mormon’s tentaram salvar o mundo.

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É já muita feira no pelo

June 13, 2009 · 3 Comments

O Pedro Mexia esteve hoje na Feira a dar uma sessão de autógrafos. Não achámos bem. Não achámos bem todas as barracas terem sessão de autógrafos menos nós. Vai daí lembrámo-nos de que talvez, dadas as circunstâncias, já que se diz por aí que o senhor é um ganda boi; nós bem que podíamos ter a mula do Sancho Pança a autografar o Don Quijote.

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Enquanto a chuva não pára

June 10, 2009 · 3 Comments

Não fosse o telemóvel para te mandar mensagens e tirar fotografias, já me tinha transformado numa traça e comido os livros todos.

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Livros à chuva

June 10, 2009 · 1 Comment

Choveu copiosamente a maior parte do dia. A humidade infiltrou-se nos livros e eles, à vez, como que movidos pelo espirro colectivo das personagens ou dos factos, foram caindo das prateleiras, numa manifestação de afectado desagrado.
Foi-se-me entranhando, no avançar das horas, uma sensação de frio e tristeza. Um desconforto físico aliado a um protesto da alma contra o absoluto desperdício a que, não poucas vezes, somos votados. Ali estive todo o dia. Eu e os meus livros em castelhano. Pobre acervo de uma guardiã à força.
Caiu a noite quando ainda devia ser dia. Um vento de Inverno percorreu o Verão. Não há cultura que resista ao lamento da natureza.

Valeu-me, mais uma vez, o telemóvel como bloco de notas. Obrigada, meu amor.

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Arte comparada

June 8, 2009 · Leave a Comment

Diabólica mania de achar que os outros são melhores do que eu. Olho, olho, olho e vejo que não.

Foto: Instalação, manifestação, street art ou poluição na Rua de Sampaio Bruno, no Porto.

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Save the last dance for me

June 8, 2009 · 1 Comment

Tenho muitas imagens felizes de nós. Momentos. Às vezes pequenos nadas. Silêncios de doce conforto. Risos de imensa alegria. Cumplicidades. Tenho saudades tuas. Apetecia-me dançar contigo outra vez, de pés descalços, na cozinha. O meu corpo em ritmo desajeitado nos teus braços e rodar à vontade da tua mão e no sorriso do teu olhar.

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Os cromos da feira

June 8, 2009 · Leave a Comment

O Junho de hoje trazia lembranças de Outubro na cauda do vento. O frio e a chuva foram a história paralela àquela que passei o dia a ler: “Elegia para um Americano” de Siri Hustvedt, a mulher de Paul Auster. Talvez não devesse apresenta-la assim – vale por si só – mas é impossível não negar a influência do marido na sua escrita. A voz é a dela mas a cadência do texto denunciam os muitos anos de convivência e a forma como o pensamento de um se entranha no do outro.
É o terceiro livro que leio dela e, até ao momento, o primeiro a que não tenho assim muito o que apontar. Trata de dois temas que me são caros: os mistérios insondáveis da mente e os da vida que sobra à morte. E se bem que não procure respostas, à procura de respostas anda a autora; procuro talvez reconhecer nas conclusões a que vai chegando um pouco das minhas.
A verdade, contudo, é que a conclusão a que eu chego é que não cheguei ainda a conclusão nenhuma. O “fim” ainda me existe sem expressão e como acontece com as personagens, tudo tem ainda a dimensão de um sonho. A impressão de uma coisa vaga, como poeira levantada que ainda não assentou. Uma sensação de deslocamento no tempo e no espaço, como se houvesse uma impressão de mim que ainda não se alinhou comigo. Que ainda não transferiu para mim o todo da sua experiência. Não sei. Não sei se alguma vez saberei.

Para além do dissecar da experiência dos outros, tropecei no Gerónimo Stilton sentado numa mesa a dar autógrafos. E mais tarde encheu-se o meu campo de visão com um bando de insubordinados escuteiros. E sorri, porque o mundo em que vivem está longe, ainda, de muita coisa. Ou não.

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O Safari dos livros ou a apologia do tédio

June 6, 2009 · 2 Comments

A algazarra infantil animou a manhã e à tarrrrde, para o tempo passar, o R. e eu tentámos delinear uma forma de capturar Leyões sem sermos atacados pela aldeia em peso. Concluímos que quando eles estão distraídos a vasculhar os sacos de quem por lá passa e activa o alarme é fácil fazer desaparecer o Leyão isolado que, absorto, fuma fora dos limites da aldeia.

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Num instante

June 3, 2009 · 1 Comment

Hoje, ao atravessar a ponte, contigo no pensamento, no momento em que inspirando, mantendo-me viva, me reconheci mais forte por te amar.

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O Caderno de Saramago

June 2, 2009 · Leave a Comment

Saramago, velho, velhinho, lá foi, à tarde, escrever o nome nos livros. Os que lêem e gostam, os que nem por isso se interessam e os que entredentes lhe chamam “esse gajo comunista” lá estavam, na fila, à espera de vez.

Levei máquina para lhe tirar uma fotografia à socapa mas depois senti uma estranha urgência de o deixar em paz.

P.S – A foto que não tirei aqui. Velho, velhinho…

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A barraca dos livros

June 1, 2009 · 1 Comment

E a Feira continua. Faço uma adenda ao entusiasmo do post anterior, porque isto de a Feira regressar aos Aliados, tendo em conta que a Avenida dos Aliados de Siza Vieira e Souto Moura é um pouco estéril – árvores nem vê-las -, tem sido uma experiência infernal. Muito sol, um calor insuportável e a sensação de que, para além de estarmos a pagar pelos pecados que cometemos noutra vida estamos já a penar por aqueles que ainda não cometemos nesta. Ninguém merece. Ainda têm de me explicar qual é a piada das saunas.

Apesar do calor tudo decorre sem problemas. A Aldeia da Leya é fixe porque tem música mas os Leyões podiam não professar a religião do “vira o disco e toca o mesmo”. O Saramago vai lá estar amanhã, coitado. Esperemos que não torre. Não lhe vou pedir autógrafo porque da última vez que o fiz, logo em três livros, esqueci-me deles no autocarro e nunca mais os vi.

Categories: livros
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