




A long time ago foi-me permitida uma visita às entranhas da rede de metro do Porto quando as linhas e estações ainda estavam a ser construídas. Dessa visita recordo ainda o assombro que me causou o facto de o homem ser capaz de tão grandiosos empreendimentos e de como é injusto o reconhecimento que não se presta aos obreiros e que fica só na pessoa do arquitecto ou do engenheiro.
Dos homens que viveram meses a fio com os pés enfiados na lama e que talharam a pedra não reza a história mas é sobre o seu trabalho que o quotidiano se cumpre.

