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Where the heart is

January 8, 2009 · 2 Comments

Paula, vamos mandar uma foto da quelha para o google earth?

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Garagem Rádio

January 5, 2009 · Leave a Comment

E estas serviram para um piscar de olho entre este e outros cantos do mundo. Aqui na Garagem Rádio já pouco se vê com o fumo dos cigarros, a cerveja está prestes a terminar mas a música, essa, continua. Intemporal. Como sempre em zeropontozero, nas noites quentes do FM.”

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Queres figos?

November 26, 2008 · 4 Comments

Secavam ao sol, sob a laje do quintal, os figos que, depois, a minha Avó guardava num saco de pano por ela alinhavado e cosido com ponto certo e miúdo; uma pequena manta de retalhos com o seu quê de história. Pedaços de tecido aproveitados de peças de vestuário já não usadas mas que suscitavam sempre recordações.

Não gostava propriamente dos figos, mas achava piada ao produto final. À amêndoa que lhe colocavam no meio e que, mais vezes do que não, eu surripiava e comia às escondidas, deixando assim incompleta a guloseima de que os adultos tanto gostavam.

Agora os figos compram-se no supermercado e são considerados produtos gourmet. Têm prazo de validade e controlo de qualidade. Código de barras. Preço. Não sei a que sol secaram nem que mãos os apanharam. Existem para consumo imediato e degustam-se sem que nos saibam a história e a amor. 

Queres figos?”, costumava perguntar a minha Avó. Eu dizia que não. Gostava era que cantasse “pico pico sarapico” ao mesmo tempo que com os seus dedos ossudos e de pele frágil me “picava” os nós dos dedos. Disso é que eu gostava. Dos figos não. Gostava desse tempo creditado ao tempo. O nosso tempo à mesma dimensão. A sensação de que não era para sempre, não era, mas que valia pela eternidade enquanto durasse.

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October 2, 2008 · Leave a Comment


Para ti, Manita.

Carpe Fucking Diem! No regrets. No turning back. Just live. Be alive. Feel it. Taste it. Love it. Love her. Love yourself. Love your life. Dare to believe. And smile. The adventure begins. Rule the world.

I believe in you. Like I always did.

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Setembro

September 4, 2008 · Leave a Comment

 

Há mais do que uma razão porque Setembro me é especial e especialmente doloroso. Hoje, contudo, e talvez porque o sonho me tenha levado de volta aos terrenos irregulares da aldeia visto-me com uma nostalgia que magoa, ao mesmo tempo que me adoça.

 

Havia Setembro no mundo e o mundo fazia-se vida quando o comboio, percorrendo a Linha da Beira, nos deixava em Celorico e quando, depois de dividirmos um gelado, arrumávamos o corpo nos bancos desconfortáveis da Viúva Carneiro e penávamos de cansaço pelo longo das horas que ainda nos faltavam antes do “chegar a casa”. Eu nunca me cansava. Espraiava o olhar pelas janelas da “carreira” e bebia o farto dessa paisagem imensa. Querendo chegar depressa e querendo, ao mesmo tempo, que a viagem não terminasse e a terra que era minha, e era agreste e dura, pejada de fragas que o planeta expulsara quando em convulsão, me ficasse gravado na memória e eu a pudesse percorrer, sempre que querendo, com um simples fechar de olhos.

 

Mas era bom quando a viagem terminava e cumprida já a noite, nos apeávamos e descíamos do cimo da aldeia para o meio do povo e depois, em passo acelerado, o coração em estado de graça, nos desfazíamos da saudade nesses últimos metros que nos separavam da última casa da rua e a ela batíamos e a sua porta nos abriam. Com um sorriso.

E eu sabia. Sabia. Estaria sempre a minha Avó sentada do lado direito da lareira, rezando esse terço de contas imperfeitas que o meu Pai reconstruíra e lhe dera. O mesmo que me acompanha e que, embora eu não saiba como o rezar, sempre foi para mim uma forma de oração.

 

Havia Setembro no mundo e o mundo fazia-se vida na aldeia. Que interessava o mundo lá fora quando havia um sol imenso a nascer todas as manhãs e quando ao restolho que magoava as mãos durante a apanha da amêndoa eu contrapunha as minhas permitidas fugas e me perdia por caminhos e veredas, treinando o olhar e, inconscientemente, marcando na alma o ferro em brasa desse sentido do longe e do simples. De tudo aquilo que realmente importa e que, grosso modo, habita dentro de nós. Esse deus das coisas pequenas que se traduz em horizonte, vento e silêncio.  

 

Amava, como ainda amo, o silêncio da aldeia. O fascínio que me quedava horas a fio a olhar a paisagem ponteada pelas luzes das aldeias vizinhas, o céu imenso, caminho de Santiago, que escondia aventuras. E a cortar o silêncio a cumplicidade entre mãe e filha, as palavras que se desfiavam à soleira da porta e que eu não compreendia, ainda não compreendia.

 

Havia Setembro no mundo e na aldeia as Festas da Nossa Senhora de Belém. A procissão, sempre marcada pela iminente queda da Santa e certo ano só prevenida porque o Padre a tempo lhe agarrou as vestes; a banda filarmónica que à retaguarda a acompanhava e que, para mim, era o melhor de todo o evento; o costume estranho de, com um alfinete, prender dinheiro ao vestido da Santa o que, aos meus olhos, não se coadunava muito bem com o espírito da “coisa” e transformava Nossa Senhora numa espécie de caixa registadora ambulante.

 

Havia – será que ainda há? – esse jogo estranho cuja origem nunca descobri e que, cumpridas as obrigações da alma com missa a rigor, reanimava nas gentes o deliciosamente pagão dos costumes. Tentava-se matar o galo, pobre bicho de patas amarradas e corpo preso que aguardava em pânico que humano mais certeiro lhe acertasse com um pau. Tarefa algo difícil já que o jogador se encapuçava e se fazia andar de roda para que perdesse as referências do espaço e da distância.

 

Eu o experimentei pelo menos uma vez. Não fui bem sucedida. Memória viva tenho a de minha mãe, que encapuçada e desorientada acertar o galo não consegui; não porque a pontaria lhe faltasse mais do que aos outros mas porque não conseguia parar de rir. Ria muito, minha mãe. E era absolutamente delicioso.

 

Fazia-se o baile à noite. Suplicio para mim que a cada esquina e a cada metro via a minha mãe estacar para abraçar e conversar com amigos. E quando procurava não passar pelas pessoas porque a minha Avó por nós esperava em casa e lhe tínhamos prometido regressar cedo, era certo e sabido que a chamavam “ó Henriqueta!”, e ela parava e ria e recordava e, por momentos, o mundo lá fora deixava de lhe existir e ela era aquilo que era realmente. Simplesmente Maria.

 

Havia Setembro no mundo e na aldeia o verão fazia-se à sombra do Negrilho, quando ainda havia Negrilho. Contaste-me em carta, Paula, com desenho ilustrativo, que sublevação popular houve e que o sino da igreja tocou a rebate, alertando os que longe andavam, quando da Câmara do burgo ordem chegou para que o cortassem. De pouco serviu a revolta. Estava velho. Cortou-se e queimou-se, não foi? Para mim, ainda hoje, foi o coração da aldeia que cessou de bater e o adro da igreja, mesmo com fonte e bancos para os velhos, nunca teve o mesmo encanto.

 

Havia Setembro no mundo, como hoje é Setembro e como será sempre Setembro. Não me passa pelo olhar o verde da natureza mas o cinzento da cidade. Não escutam os meus ouvidos o rasto do vento e o lento zumbir das abelhas mas o bulício das ruas. Ainda assim, fecho os olhos e são fragas o que me alcança a memória. No calendário ainda tarda o regresso à escola e a despedida eminente ainda não faz doer o coração. Ainda não há vulto que fica a dizer adeus ao fundo da estrada, nem o meu rosto colado à janela do autocarro ocultando as lágrimas que, por muitos quilómetros, hão-de correr. Ainda não há o fazer das malas nem essa última noite em que dormimos todos no mesmo quarto, numa tentativa vã de adiar o inevitável.

 

Não. Ainda não. Ainda falta muito tempo. Acabámos de chegar. É a manhã seguinte ao nosso regresso. Eu andei a espiolhar a casa toda e não encontrei o chapéu do meu Avô. Preciso dele ou as férias na aldeia não serão as férias na aldeia. Tiro a chave da loja do prego e desço ao quintal. Abro a velha porta de madeira. Já não alberga a burra, apenas memórias. Olho em volta. De um lado o velho lagar, ao fundo as arcas de madeira e o depósito de cinza da lareira. Entro e procuro. Logo o encontro, “é bom ver-te, velho amigo”.

 

Talvez passem muitos anos entre o tê-lo nas mãos e o colocar na cabeça. Talvez uma vida inteira se cumpra na inocência desse gesto e eu não o perceba, ou talvez saiba e compreenda que a vida se faça de momentos e que a felicidade é apenas isso. Na ponte entre esse agora e este, soa a voz da minha mãe lá em cima na casa. Chama pela mãe dela “ó minha Mãe, onde está?”

 

Sei que se olhar na direcção da porta verei a minha Avó recortada pela luz da manhã. O corpo miúdo, fiapos de cabelo soltos na fronte, a roupa preta, o cheiro a “sempre”. Sei que me basta cumprir dois ou três passos e estou ao seu lado, segurando-lhe a mão ossuda, dedilhando-lhe as veias salientes, beijando-lhe o rosto. Mas não o faço. Hoje não o faço. Hoje quero parar o tempo para que não haja hoje. Para que apenas o antes exista e ainda falte muito.

 

É Setembro no mundo e Setembro em mim. “Ó minha Mãe, onde estás?

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Dia P.

March 19, 2008 · Leave a Comment

 Em muitas coisas nunca fomos, nem somos, iguais. Se existe uma definição científica para a disfunção familiar, nós fomos, sem sombra de dúvida, a prova viva de que a teoria tinha aplicação prática. Mas, ainda assim, salvaguardando os devidos danos, sobrevivemos.  

As datas nunca nos significaram muito. Tirando alguma questão de que o Natal se fizesse como mandava o figurino e as festas da aldeia onde, durante muitos anos, se fez questão de estar, tudo o resto eram apenas dias que se cumpriam no calendário. Aniversários e datas disto e daquilo nunca tiveram especial menção no curso normal e desordenado das nossas horas e só mais tarde, quando longe, os comecei a assinalar e a lembrar.  

Hoje é o dia do pai. Em suma, um dia como outro qualquer. Podia escrever muito e quase nada sobre o meu. Na verdade sempre falei muito pouco sobre ele. Nunca houve muito a contar, mau grado haver muito para dizer. No que lhe diz respeito, neste momento, como em muitos outros, ocorre-me pensar – e sentir – que o amor resiste no mais árido dos solos e que nem a mais devastadora tempestade é capaz de o quebrar, mesmo que muito o vergue. Há viveres de que não se faz regra e, apesar de o conjunto da nossa vida não ser, de longe, o mais luminoso, no fim foi sempre o amor que resistiu, foi sempre o amor que nos fez a ponte entre um dia e outro e foi sempre o amor que colou os pedaços rasgados da nossa existência. 

Amanhã o meu pai faz 67 anos e este ano, porque mais nenhum houve assim, pauso com outro vagar sobre a data. E sobra-me o silêncio. O silêncio que, por causa de tudo, sempre me foi o bem mais precioso. O silêncio do olhar que já não acusa. O silêncio das palavras, que cruas, já não se disparam. Chegou o tempo de que o avisávamos mas, por amor, sempre isso a que chamamos de amor; continuamos. Ali. No sempre dos dias que já sabemos serem incertos e antes dessa curva no caminho que não sabemos o que encerra.  

Pauso sobre um homem cuja imagem tive de construir para que não se despedaçasse. Sobre o entendimento que dele alcancei, sobre essa revolta e desilusão que tanto lhe tolheu o espírito e sobre a fraqueza que tentou vencer mas não conseguiu. Humano, apesar de tudo. Apesar de tudo.  

Há toda uma reconciliação que não está feita mas que será feita. Não agora, mas será. Um perdão incondicional que talvez nunca venha a ser decretado mas que, independentemente da forma, será perdão. Uma última concessão de paz. Um esvaziar o coração de tudo o que ainda lhe sabe a fel. Um dia. Não interessa quando.  

Pauso ainda sobre o dia e sobre o homem com a tristeza de saber que, se não tivesse sido assim, teria sido, para mim e para o meu irmão, o melhor pai do mundo. Dissemos-lho. Acho que não acreditou.

Depois já não valia a pena.

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A importância de se chamar Leitura

March 13, 2008 · Leave a Comment

Há lugares que são para sempre e pessoas que, mais do que marcarem um tempo, deixam a sua marca em nós. Lugares a que nos unimos com delicado ponto de bainha e a que regressamos como se o ontem tivesse sido ainda agora. Não há muitos lugares assim em mim. São poucos. Mas neles, sou.

Não foram más todas as minhas experiências de trabalho anteriores e todas elas, a seu modo, me acrescentaram conteúdo mas, enriquecimento palpável e notório, crescimento e consciência de que tal acontecia, apenas aqui. Antes de ser Books and Living mas já no advento daquilo que não tornaria a ser. Reinventou-se e isso também não está mal.

Sabia alguma coisa de livros, sempre soube, mas o que sabia, ainda assim, era muito pouco. Quase nada. Mesmo nada. Tudo o resto, esse tudo e esse todo que me faltava aprender, compreender, sentir e viver haveria de me surgir no caminho, pejado de atalhos e lugares desconhecidos, das minhas conversas com o Sérgio. O mesmo Sérgio, para cujo feitio atravessado me tinham alertado e que, no fim, foi, de todos, o mais afável dos colegas e, neste mundo dos livros, o único professor a quem reconheço mérito e a quem faço as minhas vénias.

Foi com ele que aprendi a dar valor à mais obtusa e obscura editora, a dar valor ao mais improvável dos autores e a reconhecer – entender em toda a sua plenitude – que um livro pode carregar nele todo o peso da Humanidade. Que uma livraria pode encerrar nela toda a Humanidade e que esse gesto, aparentemente inócuo, da venda de um livro é bem mais do que uma transacção comercial. É conhecimento que muda de mãos, é descoberta que se possibilita, são vidas que se podem mudar. Assim, com toda a poesia que se lhe quiser juntar.  

Não foi sob a sua batuta que orientei as minhas leituras noutras direcções, mas foi, sem dúvida, instigada pelas nossas conversas e pelas perguntas que sempre obtiveram resposta que me atrevi por outras letras. Continuo no princípio do muito que há para ler, entender e assimilar mas o “ser” que sou hoje não tem comparação com o “eu” A.L. Antes da Livraria. Aquela.  

O Sérgio não era a única personagem da história. Para mim a Leitura era uma história. Um livro vivo que desfolhava diariamente, o filme que gostava de ter engenho para realizar e que, ao mesmo tempo, de forma bem egoísta, não queria partilhar. Era meu. E era daqueles que não se empresta.  

A Leitura também se fazia com a Dona Amélia – a Madame Mimi, como lhe chamávamos – a telefonista a quem a profissão encaixava que nem uma luva. Falava pelos cotovelos. Ainda fala, mas já lá não está.  

Demorou a cimentar-se em mim, a Mimi. Hoje é muito o carinho que lhe tenho mas, ainda assim, não se desvaneceu de mim o terror pelos apaixonados monólogos a que, nos primeiros tempos, assisti de balcão e que, para ela, acredito, passaram por interessantes diálogos. Mas também se me entranhou, mau grado o ter estranhado. Como não gostar de uma mulher com um grande manancial de histórias para contar, cuja vida seguia a par com o da Livraria, que se enraizava nos primórdios da Livraria, que reconhecia a minha mãe ao telefone sem que ela precisasse de se identificar e que todos os dias ao pequeno almoço – que tomava no Ceuta – lia, de fio a pavio, a necrologia do Jornal de Notícias?  

Confidenciava-me o que, dizia, não sentia coragem de contar a mais ninguém e, por ela, com ela, o ser Mulher – com sangue, suor, mágoa e vitória – ganhou, também, uma nova dimensão. Foi o meu grande aliado na retaguarda quando a minha mãe ficou doente, protegendo-me no trabalho quando, não poucas vezes, me ausentei sem dia previsto de regresso. E foi tão bem sucedida na sua missão que a única admoestação que recebi por parte dos patrões foi: “se precisar de alguma coisa, diga”.

Havia o Santos e os almoços que raiavam a dor muscular à conta do rol de anedotas que ele lançava sobre a mesa. Havia o Silva e as suas fugas para o Brasil, de onde sempre voltava sem dinheiro e sem mulher. Havia a Dona Celeste e a eterna teoria da conspiração e discurso sindicalista no bolso. Havia o Senhor Eduardo que muito água me dava pela barba com as devoluções e a quem quase nunca conseguia demover da certeza de que, se um livro constava em stock é porque estava, nem que fosse carcomido pelas traças, numa das estantes. Havia a Margarida, a colega surda, que diziam que lia nos nossos lábios para ir contar aos patrões. Havia a Dona Manuela, que nunca entendi muito bem e que tratava das assinaturas das revistas. Havia a Lucinda, que ali se fez mãe. E havia a Dona Arlinda, da contabilidade, que, por pior que fosse a vida lá fora, sempre arranjou força onde já não a tinha para lançar a gargalhada final.  A Dona Arlinda que me arrancou de casa para ver o Festival de Folclore que tinha organizado e onde, para gáudio das minhas piores expectativas, levei uma dose – para a vida – de cantares do Minho. A mesma Dona Arlinda que me ligava lá de cima e que colocava o telefone perto do rádio para que eu escutasse, em primeira mão, o último hit da música pimba e que, sempre que os visito, me pergunta: “então, lá (onde estou agora), também é como era aqui?” 

Não, lá não é como era aí. Como podia ser? Há lugares que existem só no espaço em que estão e momentos, pessoas e sentires que não podem existir em mais sítio nenhum sob risco de se contaminarem e perderem a inocência. Às vezes há coisas que se podem reproduzir, ajustar a novas realidades mas, há lugares que não o são porque estamos lá sem estar. E aí, eu ainda fiquei depois de ter partido e é por isso que volto e torno a voltar.

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