


i can breath again



i can breath again
Categories: my one and only
Tagged: now that you're back
Mas o que interessa, meu amor, (e talvez o motivo para tanto rambling) é que daqui a poucas horas inicias a viagem de regresso e nunca, como neste momento, já tão perto de te ter aqui, o meu coração tanto se embrulhou. Para lá deixei-te ir sozinha mas para cá como queria tanto vir contigo.
Categories: my one and only
Uma única vontade. Deitar-me e dormir um sono longo e profundo. Acordar somente quanto os teus olhos fossem a primeira coisa que visse e olhar-te. Não olhar de ti o que já não és nem oferecer-te o que já não sou. Olhar-te e sorrir no calor do teu beijo aquilo em que o caminho nos transformou. Amar-te, mulher, com a dor do que o tempo nos cravou. Percorrer com a ponta dos dedos as tatuagens esculpidas no que endureceu na tua pele e revelar-te as minhas cicatrizes. Não esconder de ti nem o medo nem a ternura. Não te ignorar nesse reverso do riso. Dar-te a mão, agarrar a tua, e descansar no teu peito. Segurar o teu corpo nos meus braços e sentir, por fim, que o tempo não é uma espiral que nos afunda mas apenas a grande viagem que podemos continuar a fazer juntas.
Categories: my one and only
Tagged: mum

Categories: my one and only
Tagged: desejo em alta tensão
É a chuva que regressa, serena ainda, banhando os passeios, emudecendo a pele, convidando ao recolhimento. A vontade da praia do teu abraço insinua-se no ondular que o vento provoca na água que cai.
Categories: my one and only
Há dias em que a ausência do objecto do nosso afecto se nos cola mais do que o habitual, como se também nós nos tivéssemos ausentado da nossa pele e andássemos pelo mundo em carne viva, grotescamente indefesos, com pés sangrando na calçada da saudade e o olhar cego de não ter olhos onde se perder.
Descobriríamos o número de Deus se calculássemos a distância física com base numa operação que lhe soma as dores de crescimento? Não o estranharia. A risco de giz na lousa da alma desenho as paredes desta casa sem sítio onde tu e eu habitamos e onde o sossego se ergue e abre janelas sobre o fim do mundo onde às vezes me acho e onde só me encontro quando a tua mão toca o meu ombro.
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Tagged: madredeus
Mas isto não prova que eu ando a seguir novelas… arê baba!
O pé abana e apetece-me puxar-te para uma dança descalça.
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Tagged: uma prova de amor, zeca pagodinho

Enquanto não voltamos a passear junto às fadas do lusco-fusco.
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Tagged: doris day, jardim do morro gaia, que sera sera

Your hills and valleys
Are mapped by my intrepid fingers
And in a naked slumber
I dream all this again
Categories: my one and only
Tagged: snow patrol, stcp

É a luz que cai mais cedo. É o mundo que se deita no lusco fusco de uma saudade que não cessa e que me envolve como um abraço.
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Tagged: outono, ponte d luiz I, saudade
Trago de ti a imensa saudade dos gestos, desse gosto que, já sabido de cor, anima a ponta dos dedos e se transforma em fogo que ilumina o escuro do olhar. Todas estas horas sem ti, todas, todos os segundos, todas as moléculas deste ar que não respiras, todos os sois e todas as luas por um beijo no canto do teu sorriso.
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Tagged: saudade

Categories: my one and only
Tagged: den haag, holanda, netherlands, the haag
“(…)Se te apetece chorar, ri. Ri, não compulsivamente, mas sim com serenidade. Se te apetecer quedar-te estático a um canto sem forcas para reagir, levanta-te e prepara-te para reagires mesmo que não saibas como… Estático e que não! Os cemitérios é que estão povoados de estátuas. Não deixes que os outros sintam a extensão da tua pobreza… não lhes mostres a tua sede, nem a tua fome, nem o teu abandono. Tu na selva só tens que mostrar forca, não de armas mas sim a forca dos fortes, dignidade com brilho no olhar… Se te apetecer chorar, ri. Se e apetecer fugir, fica. Se te apetecer acabar, vive. Se te apetecer comer, espalha as últimas migalhas do teu pão pelos pássaros. Se os teus pés estiverem feridos pelas pedras do caminho, dança. Se estiveres desesperadamente só, olha ao teu redor e repara que há algo vivo à tua espera. Nunca espalhes o teu sangue, a tua dor, o teu suor, a tua vida… sem luta!”
Li isto quando tinha 17 anos. Não sei quem escreveu e já não me lembro como me veio parar às mãos. Mas fez sentido então como continua a fazer agora. Mais ainda, porque agora a luta tem um rosto e uma forma que me constrói e dá sentido. E vale a pena. Muito.
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Tagged: experimental, love, vimeo
Para ti nada menos do que o poema por inteiro. O poema revisto e aumentado, acrescentado em palavras e cores, mais próximo daquilo que me significas mas ainda aquém de descrever em absoluto o que és para mim.
Não importa o ar que, em vão, expirando frases feitas e conceitos sem lei, os outros desperdiçam. Deviam era aprender a respirar. A agradecer o ar que respiram. Importa este vermelho de alma que veste o meu coração e o som do teu ao ritmo de que bate o meu.
Importa o meu olhar que se abre às coisas que no mundo sempre lá estiveram e que agora, porque me acrescentas vida, volto a aprender a ver. Importam as minhas mãos segurando o teu rosto e o sorriso que me desenhas porque acredito em ti.
Importa a folha branca onde nos escrevemos num exercício de consolidação daquilo que somos. Importas tu. Importo eu. Importam os meus dedos que só entre os teus encontram casa. Importa a vida que nos queremos, os dias que nos damos, o divino que existe em cada beijo trocado, em cada palavra oferecida.
Para ti, nada menos do que o poema por inteiro. Tu és o poema. Não és a prosa imperfeita que julgam que és. Julgam. Mas não te alcançam. Não entendem a tua rima; és feita de vírgulas que não respeitam e que, por isso, lhes retiram o sentido ao texto.
Sorri. Não vale a pena. O que és e o que queres não pode ser travado. És o teu próprio deus, o teu próprio caminho. O meu mapa. O meu norte. O meu País.
Tu és o poema. És o todo de um significado que só apreende quem te lê do princípio ao fim.
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Tagged: agua, natureza, rio, river, vegas pro 8, video, vimeo
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Tagged: an american tail, somewhere out there
Tenho muitas imagens felizes de nós. Momentos. Às vezes pequenos nadas. Silêncios de doce conforto. Risos de imensa alegria. Cumplicidades. Tenho saudades tuas. Apetecia-me dançar contigo outra vez, de pés descalços, na cozinha. O meu corpo em ritmo desajeitado nos teus braços e rodar à vontade da tua mão e no sorriso do teu olhar.
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Tagged: home, michael buble

Hoje, ao atravessar a ponte, contigo no pensamento, no momento em que inspirando, mantendo-me viva, me reconheci mais forte por te amar.
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Tagged: jardim do morro, vila nova de gaia
Um tom de dourado cai sobre os dias e eu fico sempre com a sensação de que te vou encontrar noutra divisão da casa. Assim, bem perto. Como estás, apesar de tudo. Junto à pele. Em cada partícula do ar que respiro. Nessa vontade constante, pungente, de te olhar.
Categories: my one and only
Tagged: chocolate, maria joão, mario laginha
São infinitas e infinitamente simples as coisas de que gosto na minha vida contigo. Gosto, sobretudo, do conforto de não me achar sozinha e de, apesar dessa soma que nos acrescenta, haver ainda um espaço salutar para a nossa individualidade.
Fazes-me falta não só na rotina de a ti regressar e de por ti esperar no universo secreto da nossa casa. Fazes-me falta na troca e partilha das ideias do mundo, no relatar das coisas que observámos e interpretamos e na forma como o teu olhar sobre os mesmos assuntos me revela, tantas vezes, o reverso da medalha.
Fazes-me falta na repetição do beijo e do corpo cansado que, deitado à cama, encontra onde se aninhar.
Fazes-me falta.
Categories: my one and only
Tagged: Roisin Murphy

Era bom, assim no quieto da tarde, antes de o frio descer sobre o mundo e a luz se extinguir na linha do horizonte, pausar contigo no instante de um sorriso e da relva olhar a copa das árvores e sentir que não é preciso mais mundo do que aquele que cabe na palma das nossas mãos e entre os nossos dedos entrelaçados.
Categories: my one and only

Às sete da manhã – hora local – vejo o sol nascer em Amesterdão. Um pouco mais tarde, a 35000 metros de altura e a uma velocidade de 800 km por hora, bebo um café e espreito o tapete de densas nuvens que oculta o mundo em baixo. Às nove horas portuguesas aterro no Sá Carneiro, apanho o 604 para o centro da Maia, abro a porta de casa e dou-me conta de que regressou apenas o invólucro do corpo. A forma. O que por dentro existe ficou para trás. Não chegou a fazer check in.
Categories: my one and only
Tagged: amesterdam, schipol

Ando pelas Holandas e pelas minhas contas já devo ter fotografado todas as bicicletas de Den Haag (Haia). Há muito ainda para ver, muito para descobrir, ainda mais para entender mas, à queima roupa, sim, é um País que se aprecia e com um estilo de vida bem à medida das minhas expectativas: calmo e cosmopolita.
De resto, de resto… há muito para contar nos posts do regresso. Há muita informação que precisa de ser, ainda, processada. Muita coisa para mais tarde recordar.
O melhor desta visita, contudo, é a viagem que o coração e o corpo fazem de regresso ao aconchego do amor. Tudo em mim e no mundo retomou o lugar devido na ordem do universo. Não me sinto mais em pedaços porque sou una contigo, porque me existes e ao teu lado sou.
Categories: dos dias · my one and only
Tagged: holanda, the netherlands

E apenas um mar onde desaguo.
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Tagged: caminha, foz do rio minho

Falas em Turcas e burcas e olha…
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Tagged: funphotobox

Tenho inveja do Mar do Norte, que acolhe o teu olhar e saudades do teu aconchego. Mas estás em mim, como uma segunda pele, que me protege do que nos dias é feroz e me ultrapassa, quase atropelando.
Meu amor, meu amor. É breve. Não tarda. O meu olhar em seguro abandono na maré do teu corpo.
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Tagged: my valentine